Dia da Mulher.

Quem é mulher sabe: não é fácil conquistar destaque na profissão que buscamos e isso não muda no campo do esporte. Atletas das mais diversas modalidades são menos reconhecidas e muitas vezes não levam o crédito que merecem.
Mesmo assim, os números não mentem, elas são incríveis e batalhadoras.

Rafaela Silva – judô

A campeã olímpica começou a praticar judô aos 5 anos, na Cidade Deus. Ela sofreu muito preconceito desde o início, onde ouviu que não seria capaz de completar os estudos, já que o judô tiraria seu tempo. Hoje ela está finalizando o curso de Educação Física.

Mas o preconceito não parou por aí. Já atleta olímpica foi vítima novamente de racismo, em Londres 2012, mesmo assim sagrou-se a primeira campeã brasileira mundial de Judô em 2013 e três anos depois, em 2016, conquistou o ouro olímpico na categoria até 57kgs.

Rafaela levou também o ouro no GP de Budapeste

Fernanda Keller – triathlon

Conhecida por acumular 25 participações no Mundial de Ironman no Havaí, Fernanda foi a única brasileira que terminou em terceiro lugar a prova por seis vezes. E é a segunda pessoa com mais participações em Kona, perdendo apenas para o americano Ken Glah, que completou 30 vezes.

A triatleta possui o recorde sul-americano da prova, estabelecido em 1999: 9h24min30. Chamada de “Miss Consistency”, Fernanda é um dos maiores ícones do esporte e reconhecida internacionalmente, ela foi condecorada Mulher Mais Influente do Esporte pelo Prêmio Forbes.
Hoje, Fernanda trabalha com o instituto que leva seu nome. O local desenvolve projetos sociais em Niterói desde 1998. Mais de 5500 crianças e adolescentes de baixa renda são beneficiados pelos projetos que incentivam práticas esportivas, entre eles, está o projeto do triathlon, que atende uma média 500 crianças, com idades entre 7 e 18 anos e incentiva a prática da modalidade.

Maria Lenk – nadadora

Filha de imigrantes alemães, começou a nadar por ideia do pai, Paulo Lenk, como fortalecimento pulmonar após uma pneumonia dupla que teve aos 10 anos de idade.
Pioneira na natação feminina no Brasil e única mulher do país a entrar para o Swimming Hall of Fame, em Fort Lauderdale, na Flórida. Maria Lenk também foi a primeira brasileira a competir em Olimpíadas, em 1932 – e a estabelecer recordes mundiais.

Foi a única mulher de uma equipe de nadadores sul-americanos que excursionou pelos EUA. Durante sua estadia no país, ela quebrou 12 recordes norte-americanos e também concluiu o curso de Educação Física na Universidade de Springfield.

Em agosto de 2000, Maria Lenk disputou, na Alemanha, o campeonato mundial de natação, em uma categoria especial para atletas entre 85 e 90 anos. Ela voltou da Alemanha com nada mais nada menos que 5 medalhas de ouro. Em 2007, Maria Lenk faleceu, vítima de uma parada cardiorrespiratória, após se exercitar pela manhã, no Flamengo, como fez por toda sua vida.

Marta – futebol

Eleita 5 vezes a melhor jogadora do mundo, um recorde entre mulheres e homens, Marta nasceu em Dois Riachos, interior de Alagoas e aos 14 anos foi para o Rio de Janeiro, ao ser descoberta pelo Vasco. Em 2015 se tornou a maior artilheira da história das copas do mundo de futebol feminino, com 15 gols e também se tornou a maior artilheira da história da seleção brasileira (feminina e masculina) com 101 gols. É considerada a maior jogadora de todos os tempos.

Embaixadora do PNUD (Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento), a jogadora tem a missão de participar de projetos que visem o desenvolvimento humano, principalmente em comunidades carentes, promovendo o papel da mulher na sociedade.

Maurren Maggi – atletismo

Ouro olímpico e quatro vezes ouro pan-americano no salto em distância, também tem uma medalha de prata em pan-americano na prova de 100m com barreira.

Ela causou comoção mundial ao testar positivo no antidoping, chegando a ficar suspensa por dois anos, mas foi absolvida depois de testes comprovarem que a substância proibida foi de fato causada por um creme cicatrizante.

Terezinha Guilhermina – atletismo paralímpico

A paratleta nasceu com retinose pigmentar, uma doença congênita que provoca perda gradual da visão. Ela compete no atletismo e no salto em distância, sendo a segunda melhor do mundo na categoria. A mineira conquistou seu primeiro ouro nos 200m em Pequim 2008. Em Londres-2012, Terezinha brilhou no Estádio Olímpico ao vencer as provas dos 100m e dos 200m rasos, colocando-a entre as maiores vencedoras do país no esporte paralímpico.

Fabiana Murer – salto com vara

Incentivada desde criança a praticar esportes, Fabiana tentou seguir com a ginástica artística, mas cresceu demais para o esporte. Assim, entrou para o atletismo e conheceu o salto com vara. Demorou dois anos para superar a barreira dos 4m, mas à partir disso começou a experimentar a evolução que a levaria para seu primeiro mundial.
Foi duas vezes campeã mundial do salto com vara e chegou ao primeiro lugar do ranking da IAAF em 2014. Medalha de ouro no Mundial Indoor de Doha, no Catar, com 4,80 m; o recorde sul-americano e o incrível salto de 4,85 m, feito no Ibero-Americano de San Fernando; e a conquista da Diamond League.
Em 2016, aos 35 anos Fabiana Murer se aposentou após os Jogos Olímpicos do Rio.

Hortência – basquete

Considerada uma das maiores atletas do basquete mundial, a brasileira Hortência de Fátima Marcari é a maior pontuadora da história da seleção brasileira, marcando 3160 pontos em 127 partidas, sendo 5 mundiais e duas Olimpíadas.

Hortência está no seleto grupo de jogadores a pertencer ao Basketball Hall of Fame, junto com outros dois brasileiros: Oscar Schmidt e Ubiratan Maciel.

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